Ando sem muito o que escrever. Talvez porque na minha cabeça exista um enorme e intrínseco espaço em branco. É como se minha história se resumisse no que foi e no que será. O presente é como um hífen, que apenas liga as duas palavras: passado - futuro. Os dois tempos. Um hífen , aparentemente, não significa nada e não diz nada, só liga um ao outro. Mas lembre-se que mesmo um hífen possui duas extremidades. Um gume no ínicio e outro no fim.
domingo, 27 de setembro de 2009
quarta-feira, 16 de setembro de 2009
{Além disso daqui?}
To com sono e cansada. O calor dessa cidade devora minha paciência e a sua mansidão me deixa pra baixo. Quero me aventurar. Quero ver o novo e o velho. Quero ver além disso daqui.
segunda-feira, 14 de setembro de 2009
quinta-feira, 10 de setembro de 2009
A visitante noturna
Trecho de Leite Derramado, Chico Buarque."A verdade é que sem sua mãe, o chalé outrora tão solar foi se deteriorando. E por mais que se erguessem edifícios à sua volta, era a sombra de Matilde que eu via sempre em cima dele. (...) Na época, eu frequentemente amanhecia inquieto, ia acordá-la para verificar o que restava de Matilde em seu rosto. Não era loucura minha, a Balbina também notava que cada dia você perdia mais um traço da mãe, e nesse passo já perdera todo o desenho original da boca, fora o negro dos olhos e a tez acastanhada. Era como se na calada da noite, Matilde passasse para buscar suas coisas no rosto da filha, em vez dos vestidos no armário ou dos brincos na gaveta."
segunda-feira, 31 de agosto de 2009
E o que a gente faz?
To ficando mais esperta com o tempo, to aprendendo a prever atitudes, ou melhor, a desvendar gestos e comportamentos das pessoas. Os meus não, vou ser sempre um mistério pra mim mesmo! Nunca sei o que se passa na minha cabeça e ajo feito um bicho, por instinto! Ou por arte, sei lá...talvez como um escritor, o que se encaixar melhor no contexto. Mas ainda me surpreendo com os resultados, mesmo prevendo. Onde já se viu? De que me adianta essa especialidade se eu torço estar errada? De que me adianta toda minha frieza, se a decepção é ardente? E de que me adianta prever o futuro e não estar preparada para quando ele chegar? De que me adianta ceder e mesmo assim doer e doer diante daquilo que abri mão? E o que a gente faz, quando o universo em que a gente vive não nos cabe mais? Quando a casa onde a gente mora não nos cabe mais? Quando a internet não nos cabe mais? Quando a cidade te sufoca? Quando riem pelas suas costas? Quando não há pra onde correr e nem onde ficar?
terça-feira, 25 de agosto de 2009
Eu tive uma rosa. Eu amei uma rosa.
"Se tu amas uma flor que se acha numa estrela, é doce, de noite, olhar o céu. Todas as estrelas estão floridas.
Se alguém ama uma flor da qual só existe um exemplar em milhões e milhões de estrelas, isto basta para que seja feliz quando a contempla. Ele pensa "Minha flor está lá, nalgum lugar..." Mas se o carneiro come a flor, é pra ele, bruscamente, como se todas as estrelas se apagassem.
As estrelas são belas por causa de uma flor que não se vê.
Só se vê bem com o coração. O essencial é invisível aos olhos. Foi o tempo que perdeste com a tua rosa que fez tua rosa tão importante (...) Os homens esqueceram essa verdade. Mas tu não deves esquecer. Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas."
(O Pequeno Príncipe - Antoine de Saint-Exupéry)
Veja bem, eu tive uma rosa. Eu amei uma rosa. Mas rosas, você sabe, são muito delicadas, um vento, que seja, pode quebrar seu tronquinho estreito e arrancar-lhe as pétalas. A eterna desvantagem em ter uma rosa é o risco de perdê-la. Vovó foi uma das rosas mais belas e alegres que se pode imaginar. A dor que conduz à morte distorce a beleza e a alegria, mas que se conserve em minha lembrança e na lembrança de todos apenas o que for bom. Da vida, e não da morte. Da sua energia e obstinação diante das dificuldades que lhe foram impostas. Até mesmo sua teimosia e mal-humor, dos quais herdei e admito sem reservas. Mas principalmente, das histórias engraçadas que nos contava, sua ingenuidade e certa doçura em suas origens sertanejas, sua maneira exagerada de contar e supersticiosa de encarar a realidade e seu jeitinho mais besta do mundo que matava todo mundo de rir. Te amo muito e pra sempre. Divirta-se pra caramba ao lado de Jesus e coma muitos doces sem precisar ser escondido, desta vez.
Se alguém ama uma flor da qual só existe um exemplar em milhões e milhões de estrelas, isto basta para que seja feliz quando a contempla. Ele pensa "Minha flor está lá, nalgum lugar..." Mas se o carneiro come a flor, é pra ele, bruscamente, como se todas as estrelas se apagassem.
As estrelas são belas por causa de uma flor que não se vê.
Só se vê bem com o coração. O essencial é invisível aos olhos. Foi o tempo que perdeste com a tua rosa que fez tua rosa tão importante (...) Os homens esqueceram essa verdade. Mas tu não deves esquecer. Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas."
(O Pequeno Príncipe - Antoine de Saint-Exupéry)
Veja bem, eu tive uma rosa. Eu amei uma rosa. Mas rosas, você sabe, são muito delicadas, um vento, que seja, pode quebrar seu tronquinho estreito e arrancar-lhe as pétalas. A eterna desvantagem em ter uma rosa é o risco de perdê-la. Vovó foi uma das rosas mais belas e alegres que se pode imaginar. A dor que conduz à morte distorce a beleza e a alegria, mas que se conserve em minha lembrança e na lembrança de todos apenas o que for bom. Da vida, e não da morte. Da sua energia e obstinação diante das dificuldades que lhe foram impostas. Até mesmo sua teimosia e mal-humor, dos quais herdei e admito sem reservas. Mas principalmente, das histórias engraçadas que nos contava, sua ingenuidade e certa doçura em suas origens sertanejas, sua maneira exagerada de contar e supersticiosa de encarar a realidade e seu jeitinho mais besta do mundo que matava todo mundo de rir. Te amo muito e pra sempre. Divirta-se pra caramba ao lado de Jesus e coma muitos doces sem precisar ser escondido, desta vez.
sexta-feira, 21 de agosto de 2009
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